Parteiras mantêm tradição e ajudam mães em comunidades do Amapá

  • 10/05/2026
(Foto: Reprodução)
Dia das mães: Parteiras ajudam mulheres de comunidades distantes no Amapá Em comunidades afastadas do Amapá, onde o acesso a hospitais e postos de saúde ainda é limitado, parteiras tradicionais seguem exercendo um papel essencial no acompanhamento de gestantes e na realização de partos. O trabalho continua presente em regiões ribeirinhas e localidades de difícil acesso do estado. Além de ajudar no nascimento dos bebês, essas mulheres acompanham a gravidez, orientam mães e apoiam famílias que vivem longe dos centros urbanos. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Em Mazagão, Emília Belo atua como parteira há mais de 60 anos. O primeiro parto que realizou foi ainda na juventude, quando precisou ajudar a própria irmã. “Deu a dor da minha irmã. Estávamos na festa de São Raimundo. Aí viemos para casa e nosso pai mandou nossos dois irmãos buscar a parteira que morava muito longe. Era horas longe de remo. Aí pela demora o bebê nasceu e foi o jeito eu pegar. Não cortei o umbigo porque eu não estava habilitada. Já tinha visto minha mãe fazer mas fiquei com medo”, contou. Parteiras mantêm tradição e ajudam mães em comunidades do Amapá Rede Amazônia/Reprodução De acordo com a Rede de Parteiras do Amapá, cerca de 800 mulheres atuam atualmente na atividade. Para Maria Luiza Dias, presidente da associação, o trabalho delas continua indispensável em áreas sem atendimento regular de saúde. “A parteira é muito importante onde não há médicos, enfermeiros ou agentes de saúde. Elas estão lá para ajudar essas mães em todos os momentos. Tanto na hora do pré-natal, no nascimento e em outros dias”, afirmou. LEIA MAIS: Renda média dos amapaenses bate recorde e chega a R$ 2.857 em 2025, diz IBGE Polícia localiza fábrica clandestina e apreende mais de 300 pacotes de carvão em Macapá Em algumas comunidades, a distância até a capital pode levar horas. No Lago de Ajuruxi, em Mazagão, a viagem até Macapá dura cerca de oito horas. É lá que Rute Almeida acompanha grávidas e atende famílias. “Isso aí eu faço com todo o prazer e amor. São vidas, tanto da mãe quanto do bebê. Você ajuda essa vida continuar no mundo. Acontece de manter viva a história de uma família. É um prazer trabalhar com isso”, disse. Parteiras mantêm tradição e ajudam mães em comunidades do Amapá Rede Amazônia/Reprodução Na capital, parteiras também acompanham mulheres que optam pelo parto em casa. É o caso de Guimar Sarges, que buscou conhecimentos tradicionais ligados ao parto humanizado e atuou por anos em comunidades do arquipélago do Bailique. “O principal desafio lá no Bailique é em termos de logística. Dependemos de barco e maré. É longe, precisamos pegar helicóptero ou ambulancha. Por isso as parteiras estão ali para ajudar essa mulher que está prestes a ter um bebê. A sensação de ver um bebê nascendo é uma das coisas mais lindas que vemos. É satisfatório. É maravilhoso”, afirmou. Parteiras mantêm tradição e ajudam mães em comunidades do Amapá Rede Amazônica/Reprodução Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/05/10/parteiras-mantem-tradicao-e-ajudam-maes-em-comunidades-do-amapa.ghtml


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